O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o comunicado enviado ao STF, duas das oito armas vinculadas ao ex-presidente não foram entregues porque não estavam sob a guarda do batalhão no momento da determinação judicial.
A entrega das armas foi determinada por Moraes após a renovação da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro. A decisão também estabeleceu a suspensão do porte de arma do ex-presidente.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento registrado em nome dele estava armazenado em instalações do Exército.
A determinação do ministro ocorreu após a repercussão de um caso envolvendo a apreensão de uma arma com um integrante da segurança particular do ex-presidente. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha informado que Bolsonaro não foi indiciado e que as armas estavam regularizadas, Moraes considerou que a posse de armamentos não seria compatível com o cumprimento da prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apura uma trama golpista. Após passar por uma cirurgia e apresentar problemas de saúde, incluindo uma pneumonia bacteriana, o ex-presidente recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar temporária durante o período de recuperação.
O caso segue em acompanhamento pelo Supremo Tribunal Federal.


