As contas do setor público consolidado registraram déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central. O resultado é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 33,7 bilhões.
O setor público consolidado engloba o Governo Federal, estados, municípios e empresas estatais. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o déficit primário alcançou R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB).
O Governo Central, formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, respondeu pela maior parte do resultado negativo, com déficit de R$ 55,2 bilhões. Os governos regionais registraram déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as empresas estatais apresentaram superávit de R$ 300 milhões.
Outro dado que chamou atenção foi o aumento das despesas com juros da dívida pública. Em maio, os gastos com juros nominais somaram R$ 107,5 bilhões, acima dos R$ 92,1 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, essas despesas chegaram a R$ 1,111 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB.
Considerando o resultado primário e os juros da dívida, o déficit nominal do setor público foi de R$ 163,7 bilhões em maio. Em 12 meses, o rombo acumulado atingiu R$ 1,26 trilhão, correspondente a 9,62% do PIB.
Os números também mostram avanço do endividamento. A Dívida Líquida do Setor Público atingiu R$ 8,9 trilhões, o equivalente a 67,9% do PIB, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,6 trilhões, representando 81,1% do PIB.
De acordo com o Banco Central, o aumento da dívida foi impulsionado principalmente pelos elevados gastos com juros, pelas emissões de novos títulos públicos e pelos efeitos da variação cambial, parcialmente compensados pelo crescimento do PIB nominal.



