O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana subiu para 1.450, segundo o mais recente balanço divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez. De acordo com as autoridades, outras 3.150 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares ainda são consideradas desaparecidas.
O aumento no número de vítimas ocorre à medida que as equipes de resgate conseguem acessar áreas antes isoladas, principalmente na cidade costeira de La Guaira, considerada a região mais afetada pelos tremores. Somente neste fim de semana, 33 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
A tragédia mobilizou uma ampla força-tarefa internacional. Mais de 1.600 socorristas estrangeiros estão atuando no país para auxiliar nas buscas por sobreviventes e prestar apoio às famílias atingidas.
Entre eles estão profissionais brasileiros, que iniciaram neste sábado (27) as operações de busca e resgate. A missão é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), e integra o esforço internacional de resposta ao desastre.
O Brasil enviou aproximadamente 10 toneladas de equipamentos e materiais, além de 37 bombeiros militares, quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma caminhonete para apoiar as operações. As equipes brasileiras estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde trabalham em conjunto com as autoridades venezuelanas.
Segundo estimativa do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 podem ter provocado mais de 10 mil mortes, o que colocaria o desastre entre os mais letais da história recente da América Latina. As buscas por desaparecidos continuam, enquanto as autoridades concentram esforços no atendimento às vítimas e na recuperação das áreas devastadas.


