Os estudantes interessados em disputar vagas remanescentes do ensino superior público por meio do Sisu+ têm até as 23h59 desta sexta-feira (19) para realizar a inscrição. A iniciativa inédita do Ministério da Educação (MEC) funciona como uma etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e amplia as oportunidades de acesso às universidades e institutos federais.
Podem participar candidatos que fizeram uma ou mais edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que concorreram a vagas na etapa regular do Sisu 2026.
Nesta primeira edição, 34 instituições públicas de ensino superior aderiram ao programa, que disponibiliza vagas para ingresso no segundo semestre de 2026.
Como funciona
As inscrições devem ser feitas pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, utilizando uma conta Gov.br. Durante o cadastro, o candidato poderá escolher até dois cursos, independentemente das opções selecionadas na etapa regular do Sisu.
Também será possível atualizar informações socioeconômicas e modalidades de concorrência, incluindo cotas e ações afirmativas, quando disponíveis.
Para a classificação, o sistema utilizará automaticamente a maior nota obtida pelo estudante desde o Enem 2023.
Consulta de notas de corte
Os candidatos já podem consultar as notas de corte das vagas pretendidas nas plataformas do Sisu. O MEC destaca, porém, que esses números servem apenas como referência e não garantem a aprovação.
Cronograma
- Inscrições: até 19 de junho
- Resultado da chamada regular: 24 de junho
- Manifestação de interesse na lista de espera: de 24 a 26 de junho
- Matrícula da chamada regular: a partir de 25 de junho
- Convocação da lista de espera: a partir de 1º de julho
Objetivo do programa
Segundo o MEC, o Sisu+ foi criado para reduzir a ociosidade de vagas em instituições públicas, especialmente em cursos que registram alto índice de desistência após as primeiras chamadas. O sistema permite que as universidades preencham vagas remanescentes de forma mais rápida e automatizada, evitando que oportunidades fiquem sem ocupação.
A expectativa do governo federal é tornar o processo de ingresso mais eficiente e ampliar o aproveitamento das vagas disponíveis no ensino superior público brasileiro.


