A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação detalhando a suposta estrutura de uma organização criminosa investigada na Operação Compliance Zero, que apura fraudes relacionadas ao Banco Master. Segundo as investigações, o grupo seria liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde maio deste ano.
De acordo com a PF, a organização foi dividida em diferentes núcleos de atuação, responsáveis por atividades que iam desde movimentações financeiras até ações de intimidação, invasão de sistemas e monitoramento de alvos. Os investigadores identificaram dois principais grupos, denominados “Os Meninos” e “A Turma”.
Conforme o relatório, “A Turma” seria responsável por ações presenciais contra desafetos e inimigos do grupo, incluindo ameaças, invasões e agressões. O núcleo teria sido liderado pelo policial federal Marilson Roseno da Silva, contando ainda com a participação de outros agentes da corporação, entre eles Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior, policial aposentado.
As investigações também apontam a existência de um braço de atuação no Rio de Janeiro, liderado pelo empresário Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo Dom”. Segundo a PF, ele teria ligação com atividades relacionadas ao Jogo do Bicho e comandaria um grupo de aproximadamente seis integrantes.
Já “Os Meninos” seriam responsáveis pelos crimes cibernéticos atribuídos à organização, incluindo invasão de sistemas, monitoramento digital e acesso indevido a dispositivos eletrônicos. O grupo seria liderado por David Henrique Alves, com participação de outros especialistas em tecnologia.
A representação também aponta a existência de operadores financeiros ligados à organização, além de integrantes responsáveis pela interlocução entre os diferentes núcleos investigados.
Outro ponto destacado pela Polícia Federal envolve um casal de policiais federais investigado por suposto acesso indevido a informações sigilosas da corporação. Segundo a apuração, os dados teriam sido repassados ao grupo criminoso por meio de integrantes da organização. O caso segue sob investigação e os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.
A Operação Compliance Zero continua em andamento, e as autoridades buscam esclarecer a participação de cada investigado e a extensão das atividades atribuídas ao grupo.
Veja o organograma divulgado pela PF:



