Uma mulher de 21 anos morreu na manhã deste sábado (13) após sofrer um grave acidente durante a prática de rope jumping, modalidade de esporte radical semelhante ao bungee jump, na chamada Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O caso resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização da atividade.
A vítima foi identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Segundo as primeiras informações apuradas pelas autoridades, ela foi lançada da plataforma de salto sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao equipamento. A queda ocorreu de uma altura aproximada de 40 metros.

Imagens gravadas por participantes e testemunhas mostram o momento do salto. Logo após a jovem ser lançada, pessoas que acompanhavam a atividade percebem que a corda não estava presa e começam a gritar em desespero. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do serviço de emergência foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A área foi isolada para os trabalhos da perícia técnica.
De acordo com comunicado oficial divulgado pela Prefeitura de Limeira, seis pessoas foram detidas pela Polícia Militar para prestar esclarecimentos sobre o acidente. Após a análise inicial dos fatos, três delas permaneceram presas e foram autuadas em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar o resultado.
As investigações buscam esclarecer a dinâmica da ocorrência e identificar as responsabilidades pela falha operacional que permitiu que a vítima fosse lançada sem a devida fixação do sistema de segurança. Os equipamentos utilizados na atividade e outros materiais relacionados ao caso serão submetidos à perícia.

Os instrutores que aparecem nas imagens utilizavam camisetas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei, responsáveis pela organização dos saltos. Até a publicação desta reportagem, as empresas não haviam se pronunciado oficialmente. Em publicações nas redes sociais, os grupos divulgavam regularmente a prática de rope jumping, inclusive com participação de crianças. Em dezembro de 2025, o valor anunciado para um salto era de R$ 130.
Em nota, a Prefeitura de Limeira informou ainda que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é do governo federal e anunciou que irá adotar medidas judiciais contra a União, alegando omissão quanto à situação do local.
A Ponte do Esqueleto está desativada há mais de 30 anos e já foi cenário de outros acidentes. Em abril de 2024, uma ciclista morreu após cair da estrutura e, em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outra ocorrência.
O rope jumping é uma modalidade que utiliza cordas estáticas, diferentemente do bungee jump, que faz uso de cordas elásticas. No Brasil, a prática não possui regulamentação nacional específica, o que, segundo especialistas, reforça a necessidade de protocolos rigorosos de segurança e fiscalização das atividades.


