O dólar fechou em queda e a Bolsa brasileira voltou a subir nesta quarta-feira (20), em um dia de maior otimismo nos mercados globais após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana encerrou o pregão vendida a R$ 5,003, com recuo de 0,74%, chegando a se aproximar de R$ 5,05 pela manhã, mas perdendo força ao longo do dia. Na semana, o dólar acumula queda de 1,27% e, no ano, recua 8,85% frente ao real.
O movimento foi impulsionado pela queda do petróleo e pela redução das tensões no Oriente Médio, após relatos de retomada do tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanço em um possível acordo com o Irã, também contribuíram para o alívio no mercado.
Com o cenário mais favorável ao apetite por risco, o Ibovespa avançou 1,77%, encerrando o dia aos 177.355,73 pontos, no maior ganho diário desde abril. O índice chegou a ultrapassar os 178 mil pontos durante a sessão, sustentado pela alta de ações de mineradoras, bancos e empresas de consumo.
Apesar do desempenho positivo, as ações da Petrobras tiveram forte queda, pressionadas pela desvalorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários recuaram 3,85% e os preferenciais caíram 3,23%.
No cenário externo, as bolsas de Nova York também fecharam em alta, com destaque para o Nasdaq, que subiu 1,54%, e o S&P 500, com avanço de 1,08%, impulsionados por expectativas em torno de resultados corporativos e alívio nos juros dos títulos norte-americanos.
O petróleo registrou forte baixa, com o Brent recuando 5,62%, a US$ 105,02 o barril, e o WTI caindo 5,7%, a US$ 98,26. A queda reflete a redução das tensões geopolíticas e a retomada parcial do fluxo de navios no Estreito de Ormuz, embora o mercado ainda siga atento ao cenário no Oriente Médio.



