A desembargadora Sylvia Marlene de Castro Figueiredo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, determinou nesta quarta-feira (13/05) a soltura do cantor MC Ryan SP e de outros investigados alvos da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital.
Segundo a Polícia Federal, MC Ryan SP seria apontado como “líder e beneficiário econômico” do esquema, utilizando empresas ligadas ao setor musical e de entretenimento para misturar receitas legais com recursos oriundos de apostas ilegais e rifas digitais.
A decisão da magistrada amplia os efeitos de um habeas corpus concedido anteriormente ao produtor Henrique Viana, conhecido como Rato Love Funk. Também foram beneficiados pela medida o cantor MC Poze do Rodo, o empresário Rodrigo Oliveira, da produtora GR6, o influenciador Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, ligado à página Choquei, além de outros investigados.
Na decisão, a desembargadora afirmou que não há elementos suficientes, até o momento, para justificar a manutenção das prisões preventivas, já que o Ministério Público Federal ainda não apresentou denúncia formal contra os investigados. A Polícia Federal solicitou prazo adicional de 90 dias para concluir as investigações.
Apesar da soltura, a Justiça determinou medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de viagens internacionais sem autorização e obrigação de informar mudança de endereço.
As investigações da Operação Narco Fluxo apontam para um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, movimentações financeiras e operações com criptomoedas, incluindo a moeda digital USDT. A apuração teve origem na Operação Narco Vela.
Na semana passada, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Criminal Federal de Santos, havia enquadrado os investigados na chamada Lei Antifacção, citando indícios de ligação com organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho.



