A Vale divulgou nesta semana o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026, com resultados positivos impulsionados pelo aumento das vendas e pela valorização das commodities no mercado internacional. O EBITDA proforma — indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — alcançou US$ 3,9 bilhões, alta de 21% em relação ao mesmo período de 2025. Já o lucro líquido proforma chegou a R$ 10 bilhões, ante R$ 8,6 bilhões no ano anterior. Em dólares, o lucro avançou 29%, passando de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,9 bilhão.
Os investimentos de capital da companhia somaram US$ 1,1 bilhão no período, dentro da projeção anual estimada entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Apesar do crescimento, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetava cerca de US$ 2 bilhões de lucro, segundo dados da LSEG.
O desempenho foi puxado principalmente pelo segmento de minério de ferro, cujo EBITDA atingiu US$ 2,9 bilhões. Já a unidade de metais básicos dobrou o resultado, passando de US$ 600 milhões para US$ 1,2 bilhão.
Em termos operacionais, o volume de vendas de minério de ferro cresceu 4%, enquanto o cobre avançou 11% e o níquel, 15%. Os preços também subiram: o minério de ferro foi negociado a US$ 95,8 por tonelada (+6%), o cobre teve alta de 48%, alcançando US$ 13.143 por tonelada, e o níquel subiu 6%, chegando a US$ 17.015 por tonelada.
Segundo o presidente da companhia, Gustavo Pimenta, os resultados refletem a execução de projetos estratégicos e melhorias operacionais. Ele destacou o aumento da produção e a redução de custos como fatores relevantes para o desempenho no período.
Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar impactou os custos. O custo caixa C1 do minério de ferro subiu 12%, atingindo US$ 23,6 por tonelada. Já o custo do cobre apresentou resultado negativo, influenciado por receitas de subprodutos.
A dívida líquida expandida da empresa fechou o trimestre em US$ 17,8 bilhões, aumento de US$ 2,2 bilhões em relação ao trimestre anterior. De acordo com a Vale, o crescimento está relacionado ao pagamento de remuneração aos acionistas, parcialmente compensado pela geração de caixa.
A companhia também informou que adquiriu US$ 74 milhões em ações próprias entre janeiro e março, dentro do programa de recompra iniciado em 2025.



