O mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia de forte desempenho nesta quinta-feira (09), impulsionado pela redução das tensões no Oriente Médio e pelo aumento do apetite global por risco. O dólar caiu ao menor nível em dois anos, enquanto a Bolsa de Valores renovou máximas históricas.
A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,77%, cotada a R$ 5,063 — o menor valor desde 9 de abril de 2024. Durante a sessão, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 5,05, refletindo o enfraquecimento global da divisa e o cenário externo mais favorável.
O movimento foi impulsionado por sinais de avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano. Entre os fatores observados pelo mercado estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria solicitado a redução de ataques por parte de Israel, além da possibilidade de مذاکرات entre os países.
Com isso, investidores reduziram a percepção de risco, favorecendo moedas de países emergentes, como o real. No acumulado do ano, o dólar já registra queda de 7,75% frente à moeda brasileira.
Na Bolsa, o Ibovespa acompanhou o cenário positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O principal índice da B3 fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde histórico.
Este foi o oitavo avanço consecutivo do índice e o 15º fechamento recorde em 2026. O desempenho foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, especialmente dos setores bancário e de energia.
No acumulado de abril, a Bolsa já registra alta superior a 4%, enquanto no ano o avanço ultrapassa 21%.
No mercado internacional, o petróleo apresentou oscilação. O barril do tipo Brent subiu 1,23%, sendo negociado a US$ 95,92, enquanto o WTI avançou 3,66%, para US$ 97,87. Apesar da alta, os preços perderam força ao longo do dia diante das expectativas de redução das tensões geopolíticas, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.



