O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte otimismo nesta quarta-feira (08), impulsionado pela redução das tensões no Oriente Médio após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. O resultado foi a queda do dólar ao menor nível em quase dois anos e a renovação de recordes históricos na Bolsa de Valores.
O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 1,01%, cotado a R$ 5,103 — o menor patamar desde maio de 2024. Durante a manhã, a moeda chegou a recuar ainda mais, aproximando-se de R$ 5,06, refletindo o entusiasmo inicial dos investidores com a trégua anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Ao longo da tarde, no entanto, o ritmo de queda perdeu força diante de sinais de instabilidade no acordo, após declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região. Ainda assim, prevaleceu a percepção de que há esforço para evitar a escalada do conflito. No acumulado do ano, o dólar já registra desvalorização superior a 7% frente ao real.
Na Bolsa brasileira, o Ibovespa acompanhou o movimento global de maior apetite por risco e subiu 2,09%, fechando aos 192.201 pontos, após chegar a ultrapassar os 193 mil pontos no melhor momento do pregão. Este foi o sétimo avanço consecutivo do índice, impulsionado principalmente por ações de bancos e empresas ligadas ao mercado interno.
No cenário internacional, bolsas de Nova York também registraram altas expressivas, acompanhando o clima mais favorável aos ativos de risco.
Em contrapartida, ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, refletindo a forte queda nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent recuou mais de 13%, sendo negociado na faixa de US$ 94, enquanto o WTI caiu mais de 16%, também próximo desse valor.
A queda foi motivada pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, o que pode contribuir para a normalização da oferta. Apesar disso, o mercado ainda mantém cautela diante das incertezas geopolíticas na região.



