A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou 45 prisões e cumpriu 120 mandados de busca e apreensão durante a terceira fase da operação Amparo, voltada ao combate à violência doméstica e familiar contra mulheres em todo o estado. A ação também contabilizou 239 visitas tranquilizadoras e a apreensão de dez armas de fogo.
As medidas foram resultado de investigações conduzidas pelas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam), que atuaram no cumprimento de ordens judiciais e no acompanhamento de vítimas amparadas pela Lei Maria da Penha. O objetivo da operação é garantir o cumprimento de medidas protetivas, identificar possíveis violações, recolher armas e responsabilizar agressores.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destacou a efetividade das ações e ressaltou que, durante o cumprimento dos mandados, outros crimes acabam sendo identificados. “Infelizmente, quem comete violência contra a mulher muitas vezes está envolvido em outras práticas ilícitas. Por isso, também apreendemos armas e drogas”, afirmou.

Além das prisões e apreensões, a PCMG realizou visitas tranquilizadoras, que consistem no acompanhamento direto de mulheres com medidas protetivas em vigor. “É uma forma de verificar se elas estão seguras e agir rapidamente caso haja qualquer irregularidade”, explicou o governador.
A operação mobilizou cerca de 520 policiais civis e 170 viaturas, com ações em Belo Horizonte e nos 19 departamentos da corporação em todo o estado ao longo do Mês da Mulher. Na Região Metropolitana da capital, os trabalhos foram conduzidos por equipes do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), enquanto, no interior, as ações ficaram a cargo das Deams e delegacias locais.
De acordo com a chefe da Polícia Civil, Letícia Gamboge, antes da nova fase da operação, a instituição já havia intensificado medidas de proteção. “Somente em março, solicitamos 1.899 medidas protetivas de urgência, atendemos 3.154 vítimas e realizamos 659 prisões em flagrante por crimes de violência contra a mulher”, informou.
A PCMG também ampliou ações preventivas, com campanhas educativas, palestras e eventos voltados à conscientização da população. O objetivo é incentivar denúncias e fortalecer a rede de apoio às vítimas.
O governador reforçou o apelo para que casos de violência sejam denunciados, inclusive de forma anônima. “Vamos agir com rigor contra qualquer agressor. É fundamental que a sociedade participe, denunciando e ajudando a proteger essas mulheres”, concluiu.



