O mercado financeiro brasileiro voltou a operar em clima mais positivo nesta quarta-feira (1º), com queda do dólar e leve alta da bolsa, impulsionados pelo aumento do apetite global por risco. O movimento foi motivado por sinais de possível avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com recuo de 0,43%, atingindo níveis semelhantes aos registrados antes da escalada militar na região. A moeda norte-americana acumula queda de 1,42% na semana e de 6,06% no ano.
O cenário foi influenciado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de encerramento da guerra em breve, ainda que com eventuais ações pontuais. As falas aumentaram as expectativas de um cessar-fogo, apesar de o governo iraniano não confirmar negociações oficiais.
No mercado internacional, o dólar também perdeu força frente a outras moedas, com destaque para divisas emergentes como o real.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos. O desempenho foi puxado principalmente por ações do setor financeiro e empresas mais sensíveis à atividade econômica interna, em meio à expectativa de manutenção de um ambiente favorável à redução da taxa básica de juros.
Já no mercado de commodities, o petróleo registrou queda pelo segundo dia consecutivo. O barril do tipo Brent, referência para o Brasil, recuou 2,70%, encerrando o dia a US$ 101,16, enquanto o WTI caiu 1,24%, para US$ 100,12. A retração reflete a perspectiva de solução diplomática para o conflito, reduzindo temores sobre interrupções na oferta global, especialmente no Estreito de Ormuz.
Apesar do alívio recente, analistas destacam que os preços do petróleo e os mercados seguem sensíveis a novos desdobramentos geopolíticos, o que pode manter a volatilidade nos próximos dias.



