O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a prisão do líder de uma organização criminosa e de um comparsa investigados por participação em um homicídio qualificado ocorrido no município de Rio Casca, na Zona da Mata. As detenções foram realizadas nesta quinta-feira (26/03), em uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil de Minas Gerais.
A denúncia que deu origem à ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Rio Casca. O mandado de prisão contra o apontado como mentor do crime foi cumprido dentro de uma unidade prisional em Juiz de Fora, onde ele já se encontrava detido. Durante a operação, um aparelho celular foi apreendido na cela.
Ao mesmo tempo, outro investigado — responsável por fornecer o armamento e o suporte logístico para o atentado — foi localizado e preso no município de Timóteo, no Vale do Aço.
O crime ocorreu em 15 de fevereiro de 2026 e, segundo as investigações, foi planejado de dentro do sistema prisional. De acordo com o MPMG, o mandante utilizou um telefone celular para ordenar a execução de uma mulher que ele suspeitava ser informante da polícia. No entanto, os executores acabaram assassinando outra pessoa, sem qualquer ligação com o caso.
A vítima foi atingida por três disparos à queima-roupa no portão de sua residência e morreu no local. As apurações indicam que o grupo atuou de forma organizada, com divisão de tarefas entre o mandante, o fornecedor da arma e os executores. Dois destes já haviam sido presos em flagrante no dia do crime.
Além da denúncia por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, o MPMG solicitou a transferência do líder da organização para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O órgão também requer a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais aos familiares da vítima.



