O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Mesquita, na região do Vale do Rio Doce, obteve a condenação de 20 anos de prisão de um homem de 69 anos, acusado de tentativa de homicídio contra a esposa, de 50 anos, em Joanésia, na mesma região. O crime ocorreu em dezembro de 2024, quando eles tinham 68 e 49 anos, respectivamente. O magistrado determinou que ele cumpra a pena em regime fechado. O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares foi quem atuou no Júri.
Conforme a denúncia feita pelo MPMG, a mulher pleiteava receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) LOAS. Ela perdeu a visão de um dos olhos há algum tempo, devido a uma doença. Ao se consultar com um advogado da cidade, na companhia do marido, o profissional orientou que, para conseguir o benefício de forma mais ágil, o ideal seria que ela pedisse o divórcio. Ela não concordou e decidiu consultar outro advogado.
Em casa, ao ver os documentos, o acusado se enfureceu, acreditando que ela poderia, de fato, pedir o divórcio. Ao ver o marido bravo, a mulher rasgou os documentos e voltou a fazer as atividades domésticas. Enquanto ela estava abaixada, o homem pegou uma enxada e começou a golpeá-la na região da cabeça e das costas. O ataque só terminou quando ela perdeu a consciência e ele acreditou que ela estava morta. O crime foi presenciado pela mãe da vítima, de 86 anos.
Após o ataque, o irmão da vítima chegou para socorrê-la. Ao vê-lo chegar, o acusado ainda saiu do local em um carro, jogando-o contra o cunhado, que sobreviveu.
No julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime contra a mulher, validando as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da prisão, o homem foi condenado a pagar uma indenização mínima de R$ 25 mil por danos morais à vítima.



