O mercado financeiro teve uma sessão turbulenta nesta quinta-feira (05), influenciado pelas preocupações com a escalada do conflito no Oriente Médio. O Dólar dos Estados Unidos voltou a subir e encerrou o dia no maior valor desde o fim de janeiro, enquanto o principal índice da bolsa brasileira registrou forte queda.
O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,287, com alta de R$ 0,069 (+1,32%). Durante o dia, a moeda chegou a oscilar em torno de R$ 5,23 pela manhã e atingiu R$ 5,29 no período da tarde. Com o resultado, a divisa acumula alta de 2,34% na semana, embora ainda registre queda de 3,66% no acumulado do ano.
Já o Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o pregão aos 180.464 pontos, com recuo de 2,64%, atingindo o menor nível desde 26 de janeiro. A maior parte das ações teve desempenho negativo, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional.
Na contramão do mercado, as empresas do setor de petróleo registraram alta, impulsionadas pela valorização da commodity no exterior. O barril do tipo Petróleo Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 4,93%, sendo negociado a US$ 85,41, marcando a quinta alta consecutiva.
O movimento global foi marcado pela busca por ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A instabilidade ganhou força após um bombardeio atribuído ao Irã contra um aeroporto em uma região autônoma do Azerbaijão, o que aumentou o temor de expansão do conflito no Oriente Médio.
Outro fator que elevou a tensão foi o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A interrupção da passagem pode comprometer as exportações de grandes produtores da região, como Iraque e Kuwait, contribuindo para a disparada das cotações internacionais do petróleo e do gás natural.



