A operação de equipamentos autônomos da Vale na mina de Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo, conquistou o Shingo Prize, considerado um dos mais rigorosos e prestigiados reconhecimentos mundiais em gestão operacional e cultura organizacional.
A premiação é concedida pelo Shingo Institute, ligado à Utah State University, e foi criada em homenagem a Shigeo Shingo, um dos principais formuladores do Sistema Toyota de Produção.
O reconhecimento destaca o nível de excelência da unidade mineira, que alia alto desempenho produtivo a padrões de segurança superiores à média da indústria. A operação de Brucutu também contribuiu para que a Vale alcançasse, em 2025, o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, totalizando 336 milhões de toneladas.
Segundo Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale, o prêmio reforça o compromisso da companhia com a melhoria contínua. “Ele reflete a disciplina das nossas equipes, a força da nossa cultura e a capacidade de evoluir com foco em segurança, qualidade e eficiência”, afirmou.
A cerimônia oficial de entrega do Shingo Prize está marcada para o dia 19 de março, nos Estados Unidos, reunindo organizações globais reconhecidas por boas práticas em gestão industrial.
Primeira mina brasileira 100% autônoma
Brucutu foi pioneira no Brasil ao operar uma frota de transporte 100% autônoma, iniciando a utilização da tecnologia em 2018. Atualmente, a unidade conta com 15 caminhões fora de estrada, cada um com capacidade para 240 toneladas, além de duas perfuratrizes. A operação é monitorada por equipe especializada em sala de controle, o que reduz a exposição de trabalhadores a riscos operacionais.
No país, a Vale mantém cerca de 100 equipamentos autônomos distribuídos entre operações de mina, pátio e porto. De acordo com a empresa, o uso da tecnologia contribui para maior segurança, redução de custos operacionais, aumento de performance e diminuição das emissões de carbono.



