Os trabalhadores das minas de Cauê, Conceição e Periquito, da Vale, recebem nesta sexta-feira (27/02) o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026, referente ao desempenho da empresa em 2025. O valor médio recebido por empregado corresponde a 5,5 salários adicionais, totalizando cerca de R$ 130 milhões injetados na economia local, com impactos diretos no comércio, serviços e na renda das famílias da região.
O pagamento foi possível graças a acordo coletivo exclusivo aprovado em assembleias sindicais, que garante também o recebimento integral da PLR a gestantes e trabalhadores afastados por acidente ou doença ocupacional. Demitidos sem justa causa terão direito ao valor proporcional referente ao período trabalhado, com pagamento previsto para abril.
Segundo o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, “é fruto da negociação e do esforço coletivo dos trabalhadores, que contribuem diretamente para os resultados da empresa e dos acionistas”.
O resultado positivo da Vale em 2025, com lucro líquido de R$ 13,8 bilhões, foi sustentado por produção recorde e crescimento do Ebitda, confirmando a importância da força de trabalho para a geração de resultados.
Segurança e planejamento
O sindicato alerta os trabalhadores para o cuidado com golpes e fraudes digitais, reforçando que a PLR deve ser usada de forma consciente, garantindo segurança financeira e benefícios duradouros para as famílias.
Impactos sociais e econômicos
Além da valorização profissional, a PLR tem reflexos diretos na economia regional, fortalecendo o comércio local, dinamizando serviços e ampliando o consumo, com repercussão positiva para o país como um todo.
Conquista histórica e nacional
A PLR é uma das principais conquistas dos trabalhadores brasileiros, prevista na Constituição Federal de 1988 e regulamentada pela Lei nº 10.101/2000, que estabeleceu a necessidade de negociação entre empresas e sindicatos. Desde então, o benefício se consolidou como instrumento de reconhecimento do esforço dos trabalhadores, estímulo à produtividade e fortalecimento da relação entre capital e trabalho.
O sindicato também acompanha pautas nacionais, como o Projeto de Lei 581/19, que propõe isenção de imposto de renda sobre a PLR, equiparando o tratamento tributário ao dos dividendos pagos a acionistas.
Para André Viana, “só com união e mobilização coletiva os trabalhadores conseguiram transformar um direito constitucional em realidade concreta, beneficiando milhões de brasileiros”.



