Um fotógrafo autônomo, de 30 anos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeito de cometer crimes contra a dignidade sexual em cidades do Vale do Rio Doce. O mandado decorre de investigação que ganhou força após relatos dos abusos em redes sociais. Até o momento, 15 vítimas foram identificadas, sendo 11 em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e uma em Ipatinga. A maioria delas têm entre 13 e 18 anos, porém, ainda que algumas possam ser maiores de idade, a relação sexual não consentida se enquadra em conduta criminosa.
O suspeito está sendo investigado pelos crimes de exploração sexual e violação sexual mediante fraude (CP 218-B); corrupção de menores (Art. 244 do ECA) e armazenamento de pornografia infantojuvenil (Art. 241).
O investigado, que não possuía antecedentes criminais, apresentou-se na Delegacia de Polícia Civil em Coronel Fabriciano, nesta sexta-feira (27/2), acompanhado do advogado.

Modo de agir
Conforme apurado, o suspeito atraía as vítimas mediante a promessa de ensaios fotográficos profissionais, alegando que isso poderia aumentar o engajamento delas em redes sociais.
Por meio de levantamentos, os policiais identificaram que o crime seguia um padrão de evolução. Primeiramente, o suspeito abordava as vítimas ofertando o portfólio profissional, passando, depois, pelo processo de indução ao erotismo, quando as jovens eram convencidas a posarem para fotos sensuais. Por fim, o homem partia para o abuso e a exploração sexual.
Há indícios, inclusive, do uso de drogas durante os ensaios e a existência de ameaças de divulgação das imagens íntimas para coagir as vítimas.
De acordo com a delegada Isabela Santana, a investigação está em estágio inicial e não é descartada a hipótese da existência de uma rede de pedofilia, assim como o envolvimento de outros homens no crime.
A delegada reforça ainda a importância da formalização das denúncias para o sucesso das investigações. Assim, é fundamental que as vítimas não se limitem aos relatos em redes sociais e compareçam à delegacia para o registro do crime.



