O Brasil iniciará a substituição dos medidores convencionais de energia por medidores inteligentes, o que pode gerar aumento temporário na conta de luz, mas deve trazer economia e eficiência a médio e longo prazos, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).
Os novos dispositivos digitais permitem a medição do consumo em tempo real, comunicação direta com as distribuidoras e integração com a internet, eliminando a necessidade de leitura manual. Além disso, possibilitam modalidades tarifárias diferenciadas, como cobrança por horário e programas de resposta à demanda, oferecendo maior controle e previsibilidade para os consumidores.
De acordo com a Portaria Normativa MME nº 126, as distribuidoras deverão iniciar a instalação dos medidores a partir de março de 2026, contemplando inicialmente 2% dos consumidores até março de 2028, com prazo total de implementação de 24 meses.
O impacto inicial na tarifa se deve ao investimento realizado pelas concessionárias, que será posteriormente incorporado ao custo da empresa e repassado aos consumidores. O ministério afirma que mecanismos adicionais foram previstos para mitigar efeitos na conta de luz, incluindo a utilização de receitas acessórias das distribuidoras.
Benefícios para os consumidores incluem:
- Redução de perdas e inadimplência, despesas com corte e religamento, e custos de leitura e faturamento;
- Detecção mais rápida de falhas e interrupções, garantindo melhor qualidade no serviço;
- Gestão detalhada do consumo, permitindo ajustes conforme sinais de preço;
- Estímulo a novos serviços, como integração com geração distribuída, veículos elétricos e armazenamento de energia.
O MME destaca que as distribuidoras poderão definir critérios técnicos na aquisição dos equipamentos, sem padronização entre empresas. Consumidores que tiverem os medidores substituídos receberão conta digital como prioridade, mantendo a opção da fatura física.
Em regiões com infraestrutura de telecomunicações limitada, especialmente no Norte, as concessionárias poderão implementar soluções alternativas, garantindo benefícios superiores aos consumidores e priorizando investimentos em digitalização da rede.
A implementação dos medidores inteligentes promete modernizar a distribuição de energia no Brasil, aumentando eficiência, transparência e potencial de economia, mesmo que inicialmente haja ajustes na conta de luz.



