Um reservatório da mineradora Vale se rompeu na madrugada deste domingo (25/01), no limite entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, provocando o alagamento de áreas pertencentes à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Apesar do impacto material, não houve registro de feridos.
Segundo a Vale, a estrutura atingida é um dique localizado na mina de Fábrica, responsável pela retenção de água pluvial. Com as chuvas intensas que atingiram a região no sábado (24), o reservatório não suportou o grande volume de água, ocasionando o extravasamento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um fluxo intenso de água alcançando áreas da unidade da CSN.

De acordo com a CSN Mineração, o incidente causou o alagamento de diversos setores da unidade Pires, incluindo o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e a área de embarque, impactando temporariamente algumas atividades operacionais. A empresa ressaltou, no entanto, que todas as suas estruturas de contenção de sedimentos estão operando normalmente.
A Prefeitura de Congonhas confirmou a ocorrência e informou que a Defesa Civil Municipal e o secretário de Meio Ambiente estiveram no local para acompanhamento da situação. A Defesa Civil Estadual também se deslocou para a área e mantém equipes realizando vistorias desde as primeiras horas da manhã, com o objetivo de apurar as causas do rompimento e avaliar possíveis impactos ambientais e humanos. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou que, até o momento, não foi acionado para a ocorrência.
Em nota oficial, a Vale esclareceu que o extravasamento envolveu apenas água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica e que não houve qualquer impacto à população ou às comunidades do entorno. A empresa destacou ainda que o episódio não tem relação com barragens da companhia na região, que permanecem estáveis, seguras e monitoradas 24 horas por dia.
As causas do rompimento seguem sob investigação, e o caso continua sendo acompanhado pelos órgãos competentes.


