A 12ª Região de Polícia Militar (RPM) encerrou o ano de 2025 com uma redução expressiva nos registros de roubo em sua área de atuação. Dados do Sistema de Gestão Operacional (SiGOp) apontam queda de 26,13% nos casos, que passaram de 777 ocorrências em 2024 para 574 em 2025. A diminuição foi registrada em todas as unidades subordinadas à região.
O destaque ficou para a 17ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede em João Monlevade, que apresentou a maior redução proporcional: de 83 registros em 2024 para 43 em 2025, uma queda de 48,19%. Em seguida, o 62º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado em Caratinga, reduziu os roubos de 133 para 83 ocorrências (-37,59%).
Outras unidades também apresentaram resultados positivos: o 14º BPM, em Ipatinga, passou de 226 para 180 registros (-20,35%); o 26º BPM, em Itabira, de 110 para 89 (-19,09%); o 11º BPM, em Manhuaçu, de 109 para 90 (-17,43%); o 58º BPM, em Coronel Fabriciano, de 71 para 54 (-23,94%); e a 21ª Companhia PM Independente, em Ponte Nova, de 45 para 35 ocorrências (-22,22%).
A série histórica reforça a tendência de queda nos crimes de roubo na região. Em 2020, foram registrados 1.359 casos. O número caiu para 1.115 em 2021, 1.050 em 2022, 772 em 2023, teve leve alta em 2024 (777) e voltou a recuar de forma significativa em 2025, com 574 ocorrências.
Para o comandante da 12ª RPM, coronel Márcio Roberto de Sousa, os resultados são fruto de planejamento estratégico e emprego direcionado do policiamento. “O resultado é consequência de planejamento e emprego direcionado do policiamento, com foco nos locais e horários mais sensíveis, além de ações que buscam reduzir oportunidades para o crime”, afirmou.
Segundo a Polícia Militar, o uso de tecnologias de videomonitoramento também contribuiu para o desempenho positivo, proporcionando maior assertividade nas abordagens, redução do tempo de resposta às ocorrências e aumento da sensação de segurança. O trabalho integrado com outras forças de segurança, Ministério Público, Poder Judiciário e a sociedade civil é apontado como outro fator relevante.
A corporação destaca ainda a importância da subsetorização do policiamento, modelo de gestão que designa um policial militar como referência em cidades menores ou em conjuntos de bairros próximos. A estratégia busca fortalecer a proximidade com a comunidade, ampliar o fluxo de informações e melhorar a percepção de segurança.
Além dos roubos, outros indicadores criminais também apresentaram queda. Nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPa), que englobam roubos e extorsões, os registros caíram de 998 para 775 casos, uma redução de 22,3%. Já o Indicador de Furtos (IF), que contabiliza vítimas de furto, passou de 13.643 para 12.530, variação negativa de 8,2%.
De acordo com o coronel Márcio Roberto de Sousa, os dados servem de base para ajustes permanentes no planejamento operacional. “A leitura desses indicadores orienta as decisões operacionais. A prioridade é manter a tendência de queda e ampliar a proteção à população, com presença preventiva e atuação qualificada quando houver acionamento”, destacou. Ele reforçou ainda a importância da participação da comunidade, por meio de denúncias pelos telefones 190, para emergências, e 181, do Disque-Denúncia, no direcionamento das ações policiais.


