A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 2ª Delegacia Regional de Caratinga, deflagrou a Operação Arcano com o objetivo de cumprir cinco mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura crimes de extorsão, exposição da intimidade sexual e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.
As ordens judiciais foram cumpridas contra uma ex-servidora do Município de Piedade de Caratinga, um vereador da cidade, além de outras duas pessoas, que figuram como testemunhas no inquérito. Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de terem gravado um vídeo íntimo da vítima e, posteriormente, utilizado o material para coagi-la e extorqui-la, exigindo vantagens relacionadas à ascensão política e funcional, sob ameaça de divulgação do conteúdo.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam dispositivos eletrônicos, como celulares e equipamentos de armazenamento de dados, que serão submetidos à análise pericial, com o objetivo de aprofundar a apuração e esclarecer completamente a dinâmica dos fatos.
Na residência do vereador investigado, os policiais também localizaram e apreenderam documentos de identidade falsos, além de documentos de veículos e um cheque em nome do município. Esse material deu origem à instauração de um novo inquérito policial, que irá apurar, em tese, o crime de falsidade documental, além de possíveis outros ilícitos.
A investigação segue em andamento e apura, inicialmente, a prática dos crimes de extorsão, exposição da intimidade sexual e divulgação de conteúdo sexual, sem prejuízo de outros enquadramentos penais que possam ser identificados no decorrer das diligências.
O nome da operação, Arcano, faz referência a algo oculto, secreto ou encoberto, em alusão à forma como os investigados teriam se valido de um conteúdo íntimo mantido em sigilo para exercer coação e obter vantagem indevida.
Ao todo, doze policiais civis participaram da operação. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais reafirmou seu compromisso com a proteção da dignidade da pessoa humana, o combate a crimes que atentem contra a liberdade e a intimidade e a lisura do processo democrático, destacando que as investigações prosseguirão até o total esclarecimento dos fatos.


