A barragem Maravilhas II, localizada na Mina do Pico, no município de Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, teve o nível de emergência encerrado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na última sexta-feira, 9 de janeiro. A estrutura, que se encontrava em nível 1 de emergência, recebeu a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva, documento técnico que atesta a segurança da barragem.
A decisão da ANM é resultado das obras de reforço realizadas e concluídas em outubro de 2025, que elevaram o nível de segurança da estrutura e garantiram a conformidade com os requisitos técnicos e normativos previstos na legislação vigente para barragens de rejeitos.
Segundo a empresa responsável, as intervenções promoveram melhorias significativas nas condições de estabilidade da barragem, permitindo o encerramento do protocolo de emergência anteriormente adotado.
Avanços na segurança de barragens
Com a atualização do status da Maravilhas II, a estrutura se torna a 23ª barragem da empresa a sair de algum nível de emergência desde 2022. Apenas em 2025, cinco barragens tiveram o nível de emergência encerrado em Minas Gerais: Grupo, B6 da MAC, Dicão Leste, Doutor e Vargem Grande. Outras duas estruturas tiveram redução no grau de alerta: a barragem Xingu passou para o nível 1 e a Forquilha III para o nível 2, ambas também em território mineiro.
O vice-presidente Técnico da Vale, Rafael Bittar, destacou o compromisso da empresa com a segurança. “Cumprimos nosso compromisso de não ter nenhuma barragem em nível máximo de emergência em 2025 e seguimos reforçando a segurança das pessoas e a proteção do meio ambiente. Hoje, todas as nossas estruturas de rejeitos estão aderentes ao Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (GISTM), que é uma referência internacional em boas práticas”, afirmou.
Ainda de acordo com a empresa, as ações de segurança continuam sendo reforçadas por meio do Programa de Descaracterização de Barragens a Montante, que seguirá avançando ao longo deste ano.
A Vale informou também que mantém monitoramento permanente das estruturas geotécnicas, com acompanhamento 24 horas por dia, sete dias por semana, realizado pelos Centros de Monitoramento Geotécnico, com o objetivo de garantir a segurança das comunidades e a preservação ambiental.


