Milhares de pessoas foram às ruas em Minneapolis e em outras cidades dos Estados Unidos após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação realizada na última quarta-feira (07). As manifestações criticam a aplicação das leis de imigração e o uso excessivo da força por agentes federais.
Os protestos se estenderam para cidades como Austin, Seattle, Nova York e Los Angeles, reunindo ativistas, lideranças comunitárias e moradores que cobram mudanças na atuação do ICE. Em Minneapolis, onde ocorreu o episódio, autoridades informaram que a maioria dos atos transcorreu de forma pacífica, embora cerca de 30 pessoas tenham sido presas e um policial tenha sofrido ferimentos leves durante confrontos pontuais.
As manifestações se intensificaram após protestos em frente a hotéis onde, segundo organizadores, agentes do ICE estariam hospedados. Nesses locais, houve registros de danos a propriedades e embates com forças de segurança.
O governo do presidente Donald Trump sustenta que o agente envolvido agiu em legítima defesa, alegando que Renee Good teria tentado atropelá-lo durante a ação. A versão, no entanto, é contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a vítima apenas tentava deixar o local no momento do disparo.
O caso está sendo investigado pelo FBI, enquanto autoridades estaduais e parlamentares do Partido Democrata criticam a falta de transparência do ICE e denunciam dificuldades no acesso a informações sobre a operação. O episódio reacendeu o debate nacional sobre políticas de imigração, uso da força por agentes federais e os limites da atuação do governo em operações desse tipo.



