A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa terça-feira (07/01), em Carlos Chagas, Vale do Mucuri, a operação Game Over, que resultou no indiciamento de uma ex-servidora pública municipal pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações (peculato eletrônico) e lavagem de dinheiro, além do indiciamento de outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro.
As investigações apuraram o desvio de mais de R$ 1 milhão dos cofres da Prefeitura de Carlos Chagas. A principal investigada utilizava o acesso ao sistema administrativo para promover alterações indevidas e direcionar valores para contas próprias e de terceiros.
Investigações
O inquérito policial revelou um esquema estruturado de desvio de recursos públicos, com uso de empresas e pessoas físicas para a ocultação e dissimulação dos valores ilícitos.
A apuração contou com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni, responsável pelo rastreamento das movimentações financeiras suspeitas e identificação da rede utilizada no esquema.
A análise técnica das transações financeiras permitiu à PCMG a consolidação das provas, com elaboração de relatório que confirmou a dinâmica de desvio e lavagem de dinheiro investigada.
Medidas judiciais
Durante os trabalhos, a Polícia Civil representou pelo cumprimento de dois mandados de busca, que resultaram na apreensão de um veículo, no bloqueio de dois imóveis e no sequestro de aproximadamente R$ 200 mil em contas bancárias de investigados e de empresas vinculadas ao esquema.
O procedimento policial foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário.
Game Over
O nome Game Over faz referência à expressão utilizada no universo dos jogos eletrônicos que simboliza o fim de uma partida. A denominação alude ao encerramento das práticas ilícitas investigadas, uma vez que a principal suspeita alegava obtenção de recursos por meio de jogos eletrônicos, quando, na realidade, as investigações apontaram desvio de dinheiro público.



