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sexta-feira, maio 24

Entenda caso da pesquisadora que acusa Daniela Lima e Janja

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As denúncias feitas pela ex-pesquisadora da USP, Michele Prado, contra a jornalista Daniela Lima e a primeira-dama Janja da Silva viraram pauta de análise na Câmara dos Deputados. O site Pleno News explicou a escalada desse caso, que abrange demissão, cyberbullyng, suposta milícia digital e até mesmo a intervenção do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MF).

Tudo começou na última sexta (10/05), quando Prado, até então pesquisadora no Monitor do Debate Político do Meio Digital da USP, corrigiu declarações feitas pela apresentadora Daniela Lima, da Globo News.

Na ocasião, Daniela havia dito que uma pesquisa feita pelo grupo da USP mostrou que 31% das publicações feitas entre 10h e 14h do dia 10 de maio no X com as palavras chave “Rio Grande do Sul” e “Tragédia” eram antigoverno e desinformativas.

Em publicação no X, Michele, que participou da pesquisa, disse que a fala da jornalista estava incorreta. Isso porque o estudo, na verdade, indica apenas que 31% das publicações sobre o RS eram críticas ao governo e as instituições, sem analisar quais delas eram desinformativas, opinativas ou factuais. Ou seja, não foi analisado o percentual de quantas dessas postagem foram enquadradas por agências de checagem.

Após a correção, Prado relata ter sido insultada via WhatsApp por Daniela Lima. Ela conta ter sofrido assédio moral e que acabou sendo demitida da USP, supostamente por esse motivo. Na entidade, ela pesquisava sobre prevenção/combate aos extremismos políticos.

A pesquisadora disse ainda estar sofrendo cyberbullying, o qual chamou de janjismo e movimento cultista. Ela afirma que a primeira-dama, Janja da Silva, teria criado uma “milícia digital” que estaria manipulando a opinião pública, em uma espécie de “gabinete do ódio”.

O caso ganhou repercussão, e o deputado federal Nikolas Ferreira convidou a pesquisadora a prestar esclarecimentos sobre as afirmações que fez, sob a justificativa de que é importante trazer luz sobre tais denúncias. Inicialmente, Michelle recusou o convite, mas posteriormente decidiu aceitar. Ela afirma que falará baseada na verdade dos fatos e se defenderá da campanha de cyberbulling feita contra ela.

O parlamentar informou que o requerimento para ouvir a pesquisadora será votado na reunião da próxima quarta-feira (22).

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