Devolução do auxílio emergencial dobra após operações prenderem fraudadores - Itabira Online
quinta-feira, abril 18

Devolução do auxílio emergencial dobra após operações prenderem fraudadores

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Pouco mais de 117 mil pessoas devolveram o auxílio emergencial de R$ 600, concedido pelo governo federal a famílias de baixa renda durante a crise econômica causada pela pandemia de Covid-19, por terem recebido o valor indevidamente.

No total, o valor devolvido foi de R$ 113,6 milhões, referente a quaisquer parcelas do auxílio de R$ 600. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI). O levantamento foi realizado desde o início do pagamento até as 15h dessa última sexta-feira (07/08).

O número de pessoas que devolveram o auxílio emergencial cresceu exponencialmente a partir de 12 de junho, quando foi divulgado o primeiro levantamento de quantas pessoas haviam feito a devolução do valor antes de serem intimados pela Justiça.

Até a data, 39,5 mil usuários se cadastraram para devolver o montante recebido. A plataforma para devolução dos valores começou a operar em 18 de maio.

Entre 12 de junho e 7 de agosto, foram registradas uma série de ações das autoridades como forma de combater o recebimento ilegal do valor. Como resultado, o tanto de pessoas que optaram por devolver o dinheiro voluntariamente mais que dobrou.Foram, no total 76 mil pessoas, ou seja, quase o dobro do número inicial.

Plataforma

A plataforma foi aberta em 18 de maio deste ano. O site (acesse aqui) é para as pessoas devolverem – por livre e espontânea vontade, no primeiro momento – o auxílio de R$ 600 caso acreditem ter recebido o benefício fora dos critérios. É preciso informar somente o CPF.

Nessa conta, o TCU identificou 235 mil empresários, 221 mil pessoas que já ganhavam benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 134 mil servidores públicos, 17 mil mortos, além de outras tantas e variadas irregularidades.

O relatório do TCU, com a lista dos beneficiários que receberam o auxílio indevidamente, foi enviado para o Ministério da Cidadania, responsável pelo programa do auxílio emergencial, e para o Ministério Público Federal (MPF), para avaliar possíveis responsabilidades no âmbito penal.

Em junho deste ano, o Ministério da Cidadania resolveu bloquear o cadastro de 1,3 milhão de CPFs por suspeita de fraude ou inconsistências no recebimento do auxílio emergencial de R$ 600. As contas estão bloqueadas até que seja feita uma verificação detalhada.

De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, 49% dessas contas foram suspensas por “inconsistências cadastrais” e 51%, por suspeitas de fraudes. Ele anunciou também uma operação da Polícia Federal (PF) contra supostos hackers que teria roubado o dinheiro do auxílio de R$ 600.

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