Samarco anuncia que mina em Mariana voltará a funcionar sem barragem de rejeitos - Itabira Online
domingo, maio 19

Samarco anuncia que mina em Mariana voltará a funcionar sem barragem de rejeitos

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Quase quatro anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas, a Samarco anunciou que o Complexo Germano, o mesmo onde estava a estrutura que se rompeu em 2015 matando 19 pessoas, retomará suas operações sem a utilização de barragem de rejeitos. Segundo a empresa, as atividades só voltarão na mina após a implantação total de um sistema de disposição e tratamento de rejeitos que inclui a cava Alegria Sul e filtragem para o empilhamento a seco. 

Complexo Germano é o mesmo onde estava a barragem de Fundão, que se rompeu em 2015

A mineradora, que é controlada pela Vale e pela multinacional anglo-australiana BHP Billiton, anunciou que na última terça-feira (28/05) foi finalizada a primeira etapa das obras na cava, que receberá parte dos rejeitos gerados na lavra da mina. 

“O término dessa fase de obras do Sistema de Disposição de Rejeitos Cava Alegria Sul é um passo importante rumo à nossa retomada. Nossa proposta é voltar diferente, o que reforça nosso compromisso com as comunidades e toda a sociedade. Vamos voltar de forma gradual, inicialmente com 26% de nossa capacidade produtiva, operar sem barragem para disposição de rejeitos e por meio da incorporação de novas tecnologias, tendo a segurança como prioridade. Só voltaremos após a implantação completa da filtragem”, afirma o diretor-presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.

A cava é uma estrutura que resulta do processo de lavra do minério, ou seja, trata-se da cratera deixada após a extração do metal. Ela  terá capacidade para receber 9,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos, sendo que, ainda segundo a empresa, seu uso evita o impacto ambiental em outro espaço. A próxima etapa do processo que visa a retomada das atividades, já em andamento, é a montagem eletromecânica do sistema que irá bombear lama, rejeito e água.

Conforme a mineradora, a implantação destas novas tecnologias fará com que a lama gerada na exploração do minério, que representa cerca de 20% do total de rejeitos, passe por um processamento antes de ser depositada na cava Alegria Sul. Como se trata de uma formação rochosa e estável, esta nova estrutura permite a contenção natural de uma forma mais segura, também segundo a mineradora. 

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