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quarta-feira, fevereiro 28

Dengue hemorrágica mata 40% dos doentes

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Dois anos após não registrar casos de dengue grave, popularmente conhecida como hemorrágica, Belo Horizonte já tem 22 diagnósticos confirmados em 2019. O índice de letalidade é de 40%, com nove mortes na metrópole. Para quem enfrentou os sintomas mais intensos da doença e sobreviveu, o sentimento é de alívio e o cuidado com o mosquito, redobrado.

Normalmente, a forma mais agressiva acomete quem já contraiu a enfermidade. Não bastassem as fortes dores no corpo, vômitos persistentes e sangramentos durante dias até que a pessoa retome a rotina, a recuperação plena pode levar dois meses. Alguns pacientes desenvolvem um quadro crônico de fadiga neste período.

Em média, Graciele administrava a hidratação dos filhos a cada duas horas/ foto: Lucas Prates

Para a jornalista Graciele de Oliveira, de 41 anos, o drama foi intenso. Os dois filhos, de 8 e 10, foram diagnosticados ao mesmo tempo, no último mês. “Foi horrível, um terror. Nunca vi nada parecido. Eu vi de perto a violência com que o vírus age no corpo”, relembra a mãe.

A situação piorou após o quinto dia de contaminação. Ela desconfiou ao notar a presença de sangue no vômito e no nariz dos meninos. A família retornou ao hospital e as crianças permaneceram internadas por apenas 24 horas para hidratação venosa, mas o tratamento seguiu em casa com a ingestão diária de quatro litros de água para cada um. 

Presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano diz que a volta à rotina deve ser feita respeitando os limites do corpo de cada. “O que chama atenção nos casos de dengue grave é que boa parte dos indivíduos apresentam uma fadiga crônica, falta de energia. É um sintoma que pode persistir por um tempo no organismo”, explica.

Professor universitário de medicina, José Geraldo Ribeiro reforça que os sintomas aparecem, na maioria das vezes, a partir do quinto dia. “É importante se alertar com vômitos e dores de cabeça e abdominais contínuas. São alardes diretos. A queda de pressão também não pode ser ignorada. A procura pelo médico deve ser imediata”, aconselha.

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