Desempregados, quase um milhão de mineiros viram donos do próprio negócio - Itabira Online
terça-feira, junho 18

Desempregados, quase um milhão de mineiros viram donos do próprio negócio

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Em meio à crise econômica, que fez 13,4 milhões de desempregados até março, a quantidade de Microempreendedores Individuais (MEI) mineiros saltou 21,6% nos últimos 12 meses. Somente no primeiro trimestre deste ano, aproximadamente 50 mil homens e mulheres aderiram ao modelo de negócio, que acumula quase um milhão de formalizações no Estado. 

O motivo é simples. Sem trabalho, as pessoas buscam alternativas e tendem a oficializar algo que já faziam para ganhar dinheiro, transformando o “bico” em rendimento primário. Especialistas alertam, no entanto, sobre a importância de estudar o mercado antes de se aventurar no empreendedorismo.

“Muita gente que perdeu o emprego ficou um tempo na informalidade e acabou virando MEI, pois é uma forma de voltar ao mercado de trabalho. Mas esse tipo de negócio tem as mesmas responsabilidades das grandes empresas. É necessário ficar atento”, afirma a analista do Sebrae- MG, Viviane Soares. 

O modelo de negócio é financeiramente viável. Isentos de pagar impostos federais, os MEIs arcam com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em caso de indústria, comércio e prestadores de serviços de transportes. Quem presta qualquer tipo de serviço deve pagar R$ 5 de ISS. Há, ainda, a cobrança de 5% sobre o salário mínimo a título de INSS. “O MEI trouxe alívio porque formaliza pequenos negócios. É uma forma de a pessoa ter benefícios trabalhistas, como INSS, e mais segurança. É, ainda, uma forma de a pessoa testar uma ideia”, afirma a analista. 

O microempreendedor individual Davidson Castro é exemplo de quem apostou as fichas no MEI e não se arrependeu. Em agosto do ano passado, ele, que atuava como eletricista de veículos a diesel, perdeu o emprego. Apaixonado pela gastronomia, Castro desenvolveu dez receitas de pudins, especialidade gastronômica dele, e formalizou a Pé de Pudim.  “Eu já cozinhava algumas coisas antes para aumentar a renda, mas não era meu rendimento principal. Hoje, nossa casa gira em torno da empresa. Minha esposa cuida do administrativo e da divulgação e eu faço os pudins”, conta.

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