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domingo, maio 19

Polícia e MP prendem PM reformado e ex-PM suspeitos pelos assassinatos de Marielle e Anderson

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Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

PM reformado Ronnie Lessa foi preso nesta terça-feira — Foto: Reprodução

Segundo as investigações, Ronnie fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt. O policial reformado foi levado para a Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. A investigação ainda tenta esclarecer, no entanto, quem foram os mandantes do crime e a motivação.
A investigação aponta que Ronnie fez pesquisas na internet sobre locais que a vereadora frequentava. Os investigadores sabem também que desde outubro de 2017 o policial também pesquisava a vida do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

Élcio Vieira de Queiroz dirigiu o Cobalt. Ele foi pego também em casa, na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro, A investigação ainda tenta esclarecer, no entanto, quem foram os mandantes do crime e a motivação.

A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos Direitos Humanos e integrantes do PSOL. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.

PONTOS DA DELAÇÃO

  • Testemunha diz que Marcello Siciliano (PHS) e Orlando de Curicica queriam Marielle morta.
  • Motivação seria avanço de ações comunitárias da vereadora na Zona Oeste.
  • Conversas sobre o crime teriam começado em junho de 2017.
  • Ex-aliado de Orlando citou, além de Siciliano e o miliciano, outras quatro pessoas.
  • Homem chamado “Thiago Macaco” teria levantado informações sobre Marielle.

VINGANÇA

Outra linha de investigação surgiu em agosto: Marielle, que trabalhou com o então deputado estadual Marcelo Freixo, teria sido morta por vingança.

“Tudo o que eu construí no Rio de Janeiro, ela construiu comigo. Então é claro que, quando alguém mata a Marielle, me atinge de forma muito forte, de forma muito brutal. Não sei se essa era a intenção de quem matou a Marielle”, disse o hoje deputado federal.

Os deputados do MDB fluminense Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, adversários políticos de Freixo, passaram a ser investigados. Presos por corrupção, os parlamentares negaram envolvimento no crime.

Também em agosto, foi divulgada a descoberta de um grupo que ficou conhecido como “Escritório do Crime”, uma quadrilha formada por policiais e ex-policiais. O envolvimento desse grupo nos assassinatos de Marielle e Anderson explicaria a dificuldade de esclarecer o caso.

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