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sábado, junho 15

Pagamento da Vale em Brumadinho,provoca brigas em famílias pelo dinheiro

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O dinheiro se tornou motivo de mais uma ruptura: a de laços familiares, oferecida pela Vale a parentes de mortos e desaparecidos para reparar minimamente a catástrofe, a quantia de R$ 100 mil por vítima tem motivado a fragmentação de diversos núcleos familiares, tornando-se motivo de briga entre cônjuges, companheiros, irmãos, filhos e pais que disputam o auxílio financeiro.

Em alguns núcleos, crianças que sofrem a perda do pai ou da mãe estão sendo submetidas a algo ainda mais cruel. Tendo direito a esse primeiro montante e sendo herdeiras de uma indenização que está por vir, a guarda delas se tornou centro de disputa. E, em meio à dor e aos conflitos, advogados de diversas partes do país desembarcam na cidade distribuindo cartões até em velório. A Defensoria Pública de Minas Gerais está de olho nos abusos e aguarda o encerramento das buscas para regulamentar as situações.

São inúmeros casos de disputas. Entre eles, os de ex-mulheres e ex-maridos que estão voltando para casa e requerendo direito aos R$ 100 mil. O retorno repentino tenta tirar de cena pais e mães com quem os antigos cônjuges, vítimas da tragédia, passaram a morar depois da separação. O caso se agrava ainda mais quando a pessoa que morreu ou está desaparecida vivia com um companheiro, sem ter formalizado um segundo casamento ou união estável. Sem contar os relacionamentos duplos.

Dois dias depois do rompimento da barragem da Vale, por exemplo, duas mulheres reivindicavam a condição de esposa de um funcionário terceirizado da Vale e chegaram a bater boca no Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte. Uma delas alegou ter união estável e morar há dois anos com a vítima, em Venda Nova, na capital. A outra, que chegou ao local com os documentos pessoais para reconhecimento do corpo, também se intitulava esposa, dizendo não haver casamento no papel, mas que morava com o trabalhador, também em BH. Por fim, o homem foi registrado como solteiro e tendo como herdeiras as duas filhas de outros dois relacionamentos.

A Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os casos conflituosos serão analisados individualmente. De acordo com a mineradora, 253 famílias já receberam as doações, destinadas aos representantes de empregados da Vale, de trabalhadores terceirizados e de pessoas da comunidade falecidos ou desaparecidos.

fonte:EM

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