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domingo, maio 19

Funcionários da Vale são presos em operação em 3 estados, um na cidade de Itabira

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) faz uma operação, na manhã desta sexta-feira (15), em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, prisões tem relação com investigação sobre o rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho. Número de mortos identificados chega a 163.

As primeiras informações são de que 12 mandados de busca e apreensão e oito de prisão estão sendo cumpridos.

Os mandados seriam para oito funcionários da Vale. Um deles, Alexandre de Paula Campanha, foi preso em casa na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A mina do Feijão na região de Córrego do Feijão, em Brumadinho,  dois dias depois do rompimento da barragem da Vale — Foto: Douglas Magno/AFP
foto G1

Campanha foi citado em um dos depoimentos dos engenheiros da empresa alemã TÜV SÜD contratados pela Vale.

Segundo as investigações, Alexandre de Paula Campanha teria pressionado os engenheiros para assinar o laudo que atestava estabilidade da barragem, que se rompeu em Brumadinho, sob o risco de perder o contrato.

Policial com objetos apreendidos durante cumprimento de mandado em Belo Horizonte.

Policiais cumprem mandado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte — Foto: Carlos Amaral/G1
Policial com objetos apreendidos durante cumprimento de mandado em Belo Horizonte — Foto: Carlos Amaral/G1
Fotos: Carlos Amaral/G1

Os detidos são

  • Alexandre de Paula Campanha
  • Artur Bastos Ribeiro
  • Cristina Heloíza da Silva Malheiros
  • Felipe Figueiredo Rocha
  • Hélio Márcio Lopes da Cerqueira
  • Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo
  • Renzo Albieri Guimarães Carvalho
  • Joaquim Pedro de Toledo (Itabira MG)
foto: Via Comercial

De acordo com engenheiro Joaquim Pedro de Toledo em uma reunião ordinária da Câmara de Vereadores “As barragens são construídas por empresas renomadas mundialmente e com critérios técnicos mais rigorosos. São estruturas compactadas a 98%, ou seja, a terra cortada e usada para compor o barramento volta em 98% a sua virgindade. É obra feita para suportar volume de chuva que só cai a cada 10 mil anos”, garantiu o engenheiro.

Os documentos e provas apreendidos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais para análise,as medidas estão amparadas em elementos concretos colhidos até o momento nas investigações.

A Vale até a última atualização desta reportagem, não tinha se posicionado.

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