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terça-feira, junho 18

Metabase Itabira conhece de perto a tragédia em Brumadinho

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Apesar de estar em viagem, o presidente do Metabase Itabira André Viana tem demonstrado bastante preocupação com a situação em Brumadinho. Nomeou uma comissão formada por diretores do Sindicato que se reuniu nesta manhã (30) com a direção do Sindicato Metabase da cidade de Brumadinho, palco de mais uma tragédia humana e ambiental por rompimento de barragem.

Os diretores do Metabase Itabira foram até a cidade atingida para um encontro com ambientalistas, representantes de entidades de classe e população para discutirem o futuro dos trabalhadores e terceirizados da empresa Vale. Carlos Estevam “Cacá” vice-presidente do Metabase Itabira e coordenador da caravana, disse que a reunião foi para “fazer uma avaliação da real situação” Ainda de acordo com ele, as famílias ainda não estão sendo assistidas como a empresa tem divulgado: “Assistência médica, psicológica e financeira ainda não está satisfatória e pior, os parentes que chegam ao IML para reconhecer os corpos não são amparadas por ninguém no local. O choque que são submetidos ao reconhecimento de seus familiares é muito grande e não há ninguém no plantão para dar uma assistência à essas pessoas… muito triste”. Ainda de acordo com o vice do Metabase Itabira, é necessária uma mobilização de grande porte na cidade para quebrar a “caixa preta” que a Vale implantou, a lei do silêncio, como fez em Mariana: “A Vale continua fechada, insensível, difícil acreditar…” disse o vice. 

De acordo com Agostinho José de Sales, presidente do Sindicato Metabase de Brumadinho, ele pediu à Vale “há pelo menos dois anos” mudança de local das instalações administrativas e do refeitório atingidos pela avalanche de lama do rompimento da barragem. “Em reunião, representantes da Vale disseram que existia um projeto pronto para a transferência, o que não ocorreu a tempo de evitar essa tragédia. Hoje, sequer temos acesso ao local do acidente, queremos colaborar, conhecíamos praticamente todos os trabalhadores mortos ou desaparecidos” completou Agostinho.

Segunda-feira (4) o Metabase Itabira irá iniciar o cronograma de ações a serem tomadas devido ao acidente com a barragem da mina Córrego do Feijão. De acordo com o presidente André Viana, serão medidas judiciais e humanitárias. O sindicato acompanhará a assistência financeira e psicológica da empresa aos familiares dos trabalhadores itabiranos mortos durante o trabalho. “Cabe a empresa cumprir, fielmente as normas de segurança e medicina do trabalho conforme manda a lei, e isto está claro que a Vale não cumpriu. A lei ainda diz que a empresa é responsável pela adoção e uso de medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. Vamos até o fim, essa luta não será apenas dos familiares, essa luta é uma questão de honra para o Metabase Itabira” finalizou André Viana.

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